RA


Rá: (O Sol do Meio Dia) - o criador dos deuses e da ordem divina recebeu de Nun, seu pai/mãe, o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado.
Ao amanhecer, Rá era visto como uma criança recém-nascida saindo do céu ou de uma vaca celeste, no leste, com a forma de um escaravelho - Khepri.

Por volta do meio-dia Rá era contemplado como um pássaro voando em um barco navegando e clareando a terra, sempre com a forma de um falcão.

No pôr-do-sol, Rá era visto como um homem velho curvado descendo para a terra dos mortos que se aquecem com seus raios. Durante a noite, Ré, como um barco, navegava na direção leste através do mundo inferior em sua preparação para a ascensão do dia seguinte.

Em sua jornada ele tinha que lutar ou escapar de Apep, a grande serpente do mundo inferior que tentava devorá-lo. Parte da veneração a Ré envolvia a criação de magias para auxiliá-lo ou protegê-lo em sua luta noturna com Apep, ajudando-o a garantir a volta do Sol.

Estes três aspectos e 72 outros são invocados em uma ladainha sempre na entrada dos túmulos reais.

Rá se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos.

Eles foram criados como os deuses e os animais e Rá tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo.
A representação habitual de Rá era na forma de um homem com cabeça de falcão encimada pelo disco solar e pelo uraeus (serpente sagrada que cuspia fogo, destruindo desta forma os inimigos do deus), segurando nas mãos o ankh e o ceptro uase.

Quando o deus realizava a sua viagem noturna ao mundo subterrâneo era representado como um homem mumificado com cabeça de carneiro (Efu Rá, "o sagrado carneiro do Oeste"). Poderia ainda figurar como uma criança real cuja cabeça emerge de um lótus.

Rá tinha como emblema o obelisco que era considerado como um raio do sol petrificado. Na sua forma animal poderia encarnar como falcão, a lendária ave Fênix; ave flamejante com o dom de renascer das cinzas, leão, gato, como touro Mnévis (o ba de Rá) ou no pássaro Benu.

Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos.
Rá teve também uma batalha com Apópis, a serpente dos abismos.

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